quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Energia Potencial


Estava aqui a pensar nas ciências aplicadas à vida. Pensei em física (sim a física de einstein e de outras mentes brilhantes, mortas, vivas ou ainda por nascer), e pensei na sua aplicação no dia-a-dia. Claro que não me veio nenhuma equação brilhante do tipo e=mc2 (é igual a éme cê ao quadrado), mesmo se viesse já teria sido descoberta...bolas!

Pensei em equações que damos para aí no 10º, energia potencial, que "grosso modo" é:

"Energia potencial (simbolizado por U ou Ep) é a forma de energia que se encontra em um determinado sistema e que pode ser utilizada a qualquer momento para realizar trabalho. A energia potencial é o nome dado a forma de energia quando está “armazenada”, isto é, que pode a qualquer momento manifestar-se. Por exemplo, sob a forma de movimento. A energia hidráulica e a energia nuclear, são exemplos de energia potencial, dado que consistem em “energias” que estão armazenadas."
Questão: Como aplicar tal conceito à vida?
Resposta (não terá de ser a correcta!): Por vezes, quando estamos mais em baixo por razão A ou B, não podemos desmotivar, a verdade é que podemos fazer tudo, criar tudo, gerar tudo... não quero que isto seja visto como uma "coisa divina", não somos Deuses mas a verdade é que a nossa vontade pode funcionar como uma explosão nuclear num sentido positivo, isto é, pode dar frutos. O mistério da vida, ou o que for, se calhar estará em descobrirmos o nosso catalizador, ou seja, o que despoleta a nossa vontade, ou então, como optimizar essa explosão nuclear, que será a nossa realização pessoal. Se calhar, pouco a pouco, se fomos aproveitando todos os bocados e mais alguns, poderemos chegar a esse pleno! E a energia potencial passará a ser energia cinética.

"Só o mistério nos faz viver."


Garcia Lorca

Imagem - Luc Viatour

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sem título


Acho que tinha coragem de o dizer!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Weird Week

Podemos tentar esquecer coisas, podemos tentar mudar as coisas, mas elas estarão sempre lá, e estaremos sempre a pensar nelas. São coisas da vida (frase cliché), não podemos "qualquer-coisá-las". É bastante complicado ultimamente ter facas de dois gumes na mão, não quero cortar ninguém, não quero ter de escolher, não quero estar dependente, não obrigado.
Foi uma semana estranha e, temos ainda de ter aquela esperança que as coisas podem mudar e ficar tudo bem. Mas eu sei que se me mexer mal, as consequências serão gigantes!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Condição Se

Se eu te pedisse para adivinhar onde estive hoje,
Tu adivinhavas.
Se eu te pedisse para adivinhar com quem estive hoje,
Adivinhavas que estive sozinho.
Se tu soubesses o que eu sinto por ti,
Tu não adivinhavas.

CLIP 003

Um rapaz.
Sai de casa, apanha o comboio, anda com segurança, sem medos, sem expectativas.
Sai na paragem A, apanha o metro com destino a B, sai em C.
Percorre as ruas da cidade Z, com a mesma segurança, as mesmas expectativas com que percorria a sua cidade.
Encontra conhecidos, mas naquela altura não são eles quem ele quer encontrar.
Chega ao sítio Y.
Pára.
Ouve vozes, risos, copos a bater em mesas.
Procura.
Pergunta-se a sim mesmo onde está a voz que o fez ir a Y, começou W e que o cativava de forma D.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

CLIP 002

Um rapaz e uma rapariga num banco de jardim.
Um cesto de verga, com uma toalha vermelha aos quadrados.
Não fazem nada, estão indiferentes à presença um do outro.
Observam o espaço.
Lentamente, numa escala crescente, jogam com o banco; saltam, fazem o pino, a roda, saltos, mortais, celebram.
Abraçam-se.
Param.
Do cesto ele tira uma flor.
Oferece.
Ela rejeita e vai-se embora; desaparece...
Vem outra rapariga.
Senta-se.
Não fazem nada, estão indiferentes à presença um do outro.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CLIP 001

Dois colegas de trabalho: ela, a típica colega bonita, ele, bem...seria o típico falhado.
Seria...
Ambos partilham em hora de ponta um dos apoios do Metro.
Conversam animadamente sobre o trabalho, projectos futuros,...nota-se uma estranheza quando ela lhe toca.
"Próxima estação: Avenida", ecoa a voz no Metro.
Despedem-se com sorrisos e beijos, ele acaricia-a na cara duma forma bastante desajeitada.
Ela sai, ele não (não é a sua paragem).
Ela hesita.
Ela volta, beijam-se.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nicola é que sabe!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Construção de Sombra


Hoje subimos a um sítio muito alto, em Sintra, podíamos ter feito outra coisa, mas decidimos subir aquele sítio muito alto, em busca do, como eu costumo chamar...preenchimento. Esse preenchimento, esse copo de bebida, consegue-se através das mais pequenas coisas como subir a um sítio muito alto.

Quando lá chegámos, vimos tudo, muito pequeno, muito menor, e fomos gigantes naqueles minutos.

E as nossas mãos assentadas na pedra, a nossa cabeça, o nosso corpo, construiram a sombra, naqueles minutos nós fomos a sombra que banhou Sintra.

Quando descemos, não cabíamos em nós...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Maratonas de estudo versus Poesia






Vem sentar-te ao pé de mim!

Se algum dia quiseres,

Saberás onde me encontrar

Naqueles bancos suburbanos onde tudo começou.




Vem sentar-te ao pé de mim!

Quando te sentares, viajaremos os dois

Um encostado ao outro

E ter-nos-emos sempre um ao outro.



Vem sentar-te ao pé de mim!

Tenho um lugar para ti, só para ti,

Está vazio.

E isto seria o cúmulo da revisão

O cúmulo da revisão seria um revisor a ser revistado! Com piadas (ou não) destas, se inicia este blog!