terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Estamos de volta

Foi bom voltar a casa, voltar a ver as pessoas, as diferenças, as manutenções, etc. Depois de algum tempo fora, por motivos normais, a faculdade que já não é a brincadeira que era o ano passado (ainda se pode brincar, mas com cautela!), foi extremamente reconfortante. Festas de anos, jantares, combinações que foram marcadas (e adiadas!) e que foram efectuadas, ou que estarão para breve, "catching-on's". Tanta coisa se contou, e tanta coisa que ficou por contar.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Oral de anatomia


Por favor só quero é passar!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008


What did you learn today?
I learnt nothing
What did you do today? I did nothing
What did you learn at school? I didn't go
Why didn't you go to school? I don't know
It's cool to know nothing
It's cool to know nothing

domingo, 30 de novembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira


"The only thing more terrifying than blindness is being the only one who can see."

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

só tenho jeito para isto

Relativamente a inserções musculares nas costelas... 1ª costela:
músculo subclávio, 1ª digitação do serreado anterior, escaleno médio, ou medial e o anterior, ia-me esquecendo!

2ª:
músculo serreado anterior (1ª e 2ª digitação), escaleno posterior

giro?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Já nem sei o que escrever!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

"I need direction to perfection, no no no no"


The Killers - All these thing that I've done

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

8 ou 80

Hoje foi um dia estranho, conheci pessoas diferentes que não aguentei (8); depois antes de BCM conheci pessoas melhores, aparentemente e a longo prazo, parecem-me mesmo melhores(80). Estava um bocado cansado e desanimado mas melhor que 8, e fui beber coca-cola na caneca da Folia!

domingo, 21 de setembro de 2008

Banksy

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

2-0

You're taking the fun
Out of everything
Making me run
When I don't want to think
You're taking the fun
Out of everything
I don't want to think at all

There's no other way
There's no other way
All that you can do
Is watch them play

You're taking the fun
Out of everything
You're making it clear
When I don't want to think
You're taking me up
When I don't want to go up anymore
I'm just watching it all

terça-feira, 9 de setembro de 2008

1-0

Já tem pó o blog... um mês de "janela fechada".

Iria dar confusão, já o sabíamos, para o lado menos esperado, não o sabíamos. Caminhos parecidos opostos, tornaram-se opostos parecidos, o "eu" ficou com menos um bocado, será encontrado à solta. O "eu" não é isto, é outra coisa mais além e desta vez o "eu" não chegou a ele próprio, já foi melhor. Nunca o "eu" foi assim. Não me sinto "eu"

Hoje sê grato por tudo o que recebes (é a hora!).

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Gassho

O que me falaram há uns tempos... Reiki.

Princípios do Reiki


Hoje, sê grato por tudo o que recebes

Hoje, não te zangues nem critiques.

Hoje, não te preocupes.

Hoje, desempenha honestamente a tua função

Hoje, respeita o teu semelhante e tudo o que vive.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Folia - Tu És Isso!


"QUE UM GRANDE AMOR NOS INCENDEIE OS CORAÇÕES!"


Folia - Tu és isso!
 
Pelo Teatro TapaFuros
Texto: Paulo Borges
Encenação: Rui Mário
 
Quinta da Regaleira - Sintra
A partir de 3 de Julho
5ª a Sáb.: 22h || Dom.: 20h

terça-feira, 29 de julho de 2008

Passou!

Finalmente, este é capaz de ser o derradeiro post, numa altura de pouco trabalho. Deva-se dizer que estas semanas foram de trabalho árduo e pode-se dizer que estou finalmente de férias (tirando um projecto).
Passaram imensas coisas, nunca pensei que as conseguisse passar todas, se bem que faltam saber umas notas, mas o que interessa é que já passou. E com as coisas que têm passado também têm vindo melhorias e ainda bem!(pena as que pioraram e que eu não domino, ou seja, quem as tem de resolver é quem a criou)
Estou derradeiramente ansioso para recomeçar algumas coisas, espero que seja desta que acerte e que corra tudo bem.
O sumo? Vários: não procurar soluções em sitíos que não possuem soluções; escolhas mais ponderadas e menos precipitadas; calma, muita calma; aceitar as pessoas de volta; comer e, por vezes calar (ou anular).

O que fazer agora?

domingo, 13 de julho de 2008

ENTREI!

YEAAAHHHHHHHHHHH!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Assim não! Tss Tss

"Um dia, vamos casar-nos e viver felizes para sempre."

domingo, 22 de junho de 2008

ln(e^x) = x

De imaginários trigo-no-métricos a probabilidades infinitas e finitas (algumas até mesmo impossíveis) passando por muita outra matemática, passou uma despedida (um assunto para mais tarde, porque nunca é uma despedida, eu posso dizer isso! outros também o poderão dizer), passou uma peça, passou muita coisa. Enfim, chega então o grande dia, já deveria ter chegado à um ano atrás (enfim!); perdão, um dos grandes dias, decisivos, será amanhã. Assustadora a perspectiva, e ainda não chegou o terror, só amanhã de manhã. É esperar que tudo o que se fez mais intensivamente em 2/3 semanas tenha os seus resultados. E acima de tudo ter confiança, não há margem de erro, nem margem para desesperos. 

Vamos!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Með suð í eyrum við spilum endalaust
Sigur Rós

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O amor é não haver polícia

Sentimos no ar a melodia etérea. É a nossa música.
Cantamos e dançamos como se fosse a última vez, o
último olhar, o último toque, o último beijo.
Estás linda.
O teu vestido, da cor do vinho que enche os copos,
aquece o chão que pisas e relembra a razão. Todas as
razões.
Diz-lhe para parar aqui. Eu queria tanto parar aqui.
Os olhos param em ti e em mim, enquanto preenchemos o
espaço vazio, impossivel de preencher por alguém que
não nós. Não pedimos o fim, mas não nos importamos se
acabar assim.
Diz-lhe para parar aqui. Eu queria tanto parar aqui. O
mundo é grande e em todo o lado se vive. Diz-lhe para
parar aqui, vivemos em caixas de fósforos. Não
sopres.
Se as mãos pudessem dizer por mim.
Eu queria tanto parar aqui.

Pára.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Svef-g-englar

É assustadora, antes de começar já me bate o coração, e tudo treme. Não sei porque mexe assim tanto comigo, nem toda a gente a poderia ter feito ou escrito, mas porquê eles? Porque é que se cruzou no meu caminho? Não desapareceu. Perfeição musical associada à perfeição da recordação perfeita. Estaremos sempre todos juntos meus caros, será sempre um prazer, irão sempre fazer parte da minha vida, estou cheio, ainda vou estar cheio de vocês, ainda bem que os outros não percebem, sou um egoísta e lamento, não o vou partilhar com ninguém. Eu sou vocês, vocês têm-me a mim, nós temo-nos uns aos outros, neste dia ou naquele suposto dia em que todos nos despedimos, seremos unos. Não há mal, tudo em nós é bom, e isso é incrível, num mundo em que só há mal, nós temos bem. Cada toque, cada olhar, cada pessoa, foi/é/será especial, estaremos sempre ligados, temos muitos nomes: amores perfeitos, escudos,...

Svef-g-englar o que me diz é isto

Dói-me a cabeça e fiz pouco hoje

E verdade seja dita, fiz pouco durante umas alturas em que era preciso fazer muito. Mas hoje dói-me particularmente mais a cabeça que nos outros dias, turbilhão de "coisas"? Tanta coisa por dizer, tanta coisa que fiz (não as que queria!), tanta coisa para fazer, em suma, passado presente e futuro (não exactamente por esta ordem). Deixai-me mudar de música...adoro esta interactividade dos blogs, esta janela tão nossa e tão (im)pessoal (a tocar: sour times - portishead); não sei porquê esta música fascina-me. Voltando, não me arrependo das alturas em que fiz pouco, porque até fiz muita coisa, não estava é destinada a ser feita, inicialmente. E com disso vieram um sem fim de sentimentos, bons, maus, arriscados. Deito-me muitas vezes a pensar "arriscaste de mais", arrisquei? Sim, não,... bem em que é que ficamos? Sim, nunca arrisquei tanto e, acho que foi perigoso, there's no such thing like quem não arrisca não petisca. Espero que tenha morrido feliz, senhor dos ditados populares. Se tudo estava estável, ou poderia ficar para quê? Jogo perigoso com consequências grandes. Perdi, ganhei, voltei a perder; ainda não tenho bem consciência do que perdi, mas às vezes até me apercebo, não há nada que o compense, nem acho que alguma vez haverá, guardo sempre na memória o azul e o calor, uma espécie de Verão só meu, que só chegou uma vez. Um dia que nunca chegará, será uma espécie de reencontro. E surge anormalidade, difusão, translocação, ilusão, retracção, distracção e falta de localização; o que é que tu queres? O mestre disse que os ciclos se fecham, nem se chegou a completar, o fio de cristal partiu, "o espectáculo acabou", this one is for the good days... Perdi o centro, não tenho rota, todos os dias, eu, todos, lutam para o encontrar e "não há tempo", mestre há tempo! Há esperança, há vontade de sair, aqueles dias em que nos encontrávamos e chorávamos e dizíamos que sonhávamos e sonhávamos alto e, ainda sonhamos. O que é uma pessoa sem sonhos, objectivos, sem passos em falso, conversas eternas. Eu arrisquei.


Um beijo 

terça-feira, 27 de maio de 2008

Estará em falta?


É urgente o amor!

sábado, 3 de maio de 2008

Los amantes del círculo polar


Não é uma história bonita, a história de Otto piloto e Ana, ambos os nomes são capicúa. A capicúa dá sorte no nome, e noutras coisas, mas nesta história, a de Otto piloto e Ana, isso não existe. São causalidades, a causalidade da vida (será?)... "? Porque te llamas Otto?" "O meu avô salvou um piloto da segunda guerra mundial...".

Fim: Otto nos olhos de Ana

domingo, 27 de abril de 2008

"Às vezes digo coisas complicadas, nem eu as entendo."

sábado, 26 de abril de 2008

Localização

Têm estado uns bons dias não é verdade? Embora tenham sido semanas atribuladas, estes dias acho que as anulam, e de uma forma total. Dias de sol, dias de sintra, dias "de...". E acho que me sentiria preenchido se assim fosse sempre. Acho que já não me interessam alguns sentimentos(deixemo-los em banho-de-maria, será sempre o melhor!), obviamente são sentimentos óptimos, mas a longo prazo transformam-se em "golpes de asa". Pela primeira vez, é-me difícil escrever!, se calhar porque há muito para dizer. A ocupação leva ao esquecimento (leva!).
O quem arrisca não petisca, é o maior mito de sempre, não existe, quando temos "estabelecimentos", não vale a pena arricar numa possível estranheza e, temos de nos libertar de tudo, dos pré-conceitos e dos próprios conceitos, desconstruir-mo-nos, atingir a raíz da questão, se é que alguma vez houve uma questão. Não me sinto imortal, como me sentia...faz sentido sentir-mo-nos imortais? Por imortal digo, bem em "todos-os-campos". Não, porque temos ambição, mas será a ambição o caminho para cima, ou para o poço sem fundo.
Não interessa, é preciso é a libertação e a extrapolação de nós mesmos!

sexta-feira, 25 de abril de 2008



Talvez, numa próxima.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

To do, did, done!


Cadeiras! O que fazer?

domingo, 13 de abril de 2008

Dreams in colours


Deva-se dizer que David Fonseca surpreendeu tudo e todos e, atingiu, no mínimo a perfeição!


"Agora vou dormir!"

Foi um bom sonho!

sábado, 5 de abril de 2008

I'm answering questions that have not yet been asked.

01 Shields

"Fomos ao cinema e chumbámos naquele ano, mas valeu a pena porque a vida nunca mais foi a mesma apesar de ter voltado ao normal."

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Editors - Smokers Outside the Hospital Doors


Someone turn me around

Can I start this again?

Now someone turn us around

Can we start this again?

We've all been changed

From what we were

Our broken parts

Left smashed off the floor

I can't believe you

If I can't hear you

I can't believe you

If I can't hear you

terça-feira, 1 de abril de 2008

Electro Magnetismo

O electromagnetismo das nossas palavras, faz com que elas se possam propagar em qualquer meio, no vazio onde não há nada e tudo o que já houve morreu e também no meio "normal", onde o vazio pode vir a espreitar. Numa turbulência de letras e sons o que interessa, é o que fica, o que nos toca, mesmo assim será que nos toca? Seremos imortais que se desviam das palavras, ou seremos tão fortes que elas fazem ricochete em nós. Teríamos de fazer a nossa introspecção para responder a tal questão. Mesmo assim, quase de certeza, iríamo-nos afundar em outras questões, uma espécie de método científico aplicado à vida, com respostas para dar, problemas para responder, caminhos para seguir, ou não seguir, caso a hipótese não se verifique...até chegar ao dogma universal. São só questões? Estaremos vivos? É isto que nos faz viver, é isto que nos faz propagar, o electromagnetismo de nós próprios! O amor não nos chega.

domingo, 30 de março de 2008

Shields

"Todos os dias uma fila de tanques do país atacado, seguido de uma fila de tanques do país atacante, entra na nossa aldeia passando por cima dos jardins plantados nas rotundas, em vez de os contornar. Todos os dias o único jardineiro que ainda reside na aldeia planta novas sementes nos jardins das rotundas."

Escudos Humanos

segunda-feira, 24 de março de 2008

Retrospectiva


Obrigado!

domingo, 23 de março de 2008

Orange Window

Sabes, às vezes gostava de voltar a falar contigo. Falávamos durante horas e horas sobre tudo, não nos fartávamos, parecíamos crianças. Há sentimentos que são estranhos, deixam-nos esquisitos, vazios na verdade. Mas há sempre um lado mais forte, um lado que puxa o outro e o obriga a crescer, chama-se Lei da Atracção Universal (e não assim tão universal como se diz).

quinta-feira, 20 de março de 2008

Toque Toque


Estamos habituados ao conforto, à comunicação (quase-)constante, de nos dizerem "sim estou aqui, e tu? também estás aí?", "Sim estou!". Quando isso acaba, ficamos preocupados, começamos a ter pensamentos ridículos (serão?) e parece que voltamos ao 5º ano. "Estás aí?"(ausência de resposta). Surgem-nos ideias completamente estapafúrdias e a sanidade foge-nos um bocado. É incrível, porque passado uns meses pensamos "fui infantil"; faz parte! Dos 0 aos 100 anos, os dramas são os mesmos; só pedimos é V(V is for...) em troca.

"Estás a sentir a mesma coisa?"

terça-feira, 18 de março de 2008

14

"Não te esqueças disto!..."

Hi Jack!


Baixa-Chiado


Último dia de aulas ao qual eu não fui! Optei assim, não sei porquê; cheguei à segunda passadeira e pensei: "Se passas vais às aulas, se não não vais.". O que acontece é que creio que aquele não é o meu sítio, não me diz boas coisas, não tenho boas recordações. Apanhei a linha verde para a baixa-chiado e fui ver o miradouro. Foi a raíz de algo bom, de há uns tempos que, não sei bem (ainda) porquê cessou. Mas mesmo assim, valeu a pena, há pessoas incríveis e estava uma vista fantástica!

segunda-feira, 17 de março de 2008

c.ésse

Procuramos sempre a vontade/motivação em qualquer sítio, por vezes ela não aparece. Devemos esperar ou voltar a procurar? O que nos desgasta mais? A esperança de a encontrar ou o tempo que ela demora a vir a nós? E se estivermos dependentes de factor ABCDEF so on so on? "Estou com preguiça de viver!" (Lembro-me de ti!)

domingo, 16 de março de 2008

Harmonia

Desequilíbrio - falta de harmonia, de proporções entre as várias partes de um todo.

sábado, 15 de março de 2008

Os Olhos do Mundo e a Fortuna

"O meu nome é SMITTY!"





"Os olhos do Mundo e a Fortuna" - Peça de Teatro
Até 10 de Março no ESPAÇOKARNART

quarta-feira, 12 de março de 2008

Self esteem

"We got enough self esteem to have no self esteem."
Vicious Five - Bad Mirror

quarta-feira, 5 de março de 2008

Amor Combate

Eu quero estar lá
Quando tu tiveres de olhar para trás.
Sempre quero ouvir
Aquilo que guardaste para dizer no fim.
Eu não te posso dar
Aquilo que nunca tive de ti,
Mas não,... te vou negar a visita às ruínas que deixaste
em mim.
Se o nosso amor é um combate,
Então que ganhe a melhor parte.
Se o nosso amor é um combate, o nosso amor é um combate, o nosso amor é um combate...
O chão que pisas sou eu.
O nosso amor morreu quem o matou fui eu.
O chão que pisas sou eu.

domingo, 2 de março de 2008

éme, á, cê de cedilha, á, til




Se eu fosse criança, inundava a cidade, pintava de todas as cores o coração dos que passavam. Respirava todo o ar dos pulmões benignos e, se calhar, algum betão que lá ficou acumulado, até que enchia o corpo todinho e vencia todos os males. Acabava por me deitar ao Sol e derreter toda aquela força sem graça, aquela força que nos faz agir como máquinas-rotineiras modelo 3.04 (fica bem pôr um 0 antes do 4, é mais moderno!) e sorriria para toda a gente ver, para eles, os maus e os bons, os secos e os vivos verem que, se eu fosse criança, seria tudo. Seria tudo menos suburbano menos cinzento, mais tom de vermelho maçã; lembras-te daquela macieira? Suspirou até à última folha, deixou cair o azedume todo que estava no ar, e agora…agora está nua, mas ainda está lá uma maçã vermelha que brilha ao Sol; qual será a história dela? Terá vidas para contar, terá uma lágrima por derramar? Ou lembrar-se-á dos sorrisos de outras maçãs vermelhas, vermelho tom de maçã, que se olharam no seu reflexo?
Nunca saberemos, o que a prendia à macieira já não aguentou o peso da pequena maçã; estatelou-se no chão!... Ó! Não! Foi-se tudo embora! Caiu a amargura sob os nossos pés, já não há maçã na macieira, já não há história para contar! Já não há esperança no vermelho dos nossos corações, no reflexo dos nossos olhos. Voltámos ao escuro, mau mau…mas e se somos nós que queremos ver o escuro? E se no mau houver bom? E se o vento não for tão frio como parece? E se a macieira for a semente da luz? E se pé ante pé, dos nossos, pequenino, conseguirmos tocar-lhe…e ver…o céu. Foi isso que eu vi, nos meus olhos, cá dentro, quando derretia o betão, deitada ao Sol. O céu. O céu que, sem a figura da macieira marcada no seu azul, não é nada. Nem no cinzento em que ela vivia. Pois ela era a macieira, e todos nós éramos maçãs vermelhas, do tom mais vermelho maçã. Cairemos, pensei. Agora? Talvez não. Mas talvez um dia, quando a rotina pesar e o modelo se optimizar, cairemos naquela relva coberta de orvalho onde se deita a maçã! Veremos todo o suspiro que não vemos nunca. Aí, nesse dia em que a macieira se levanta e nos abraça, todo o betão e aço e ar benigno de pulmão se libertará, e seremos apenas maçãs à espera de nos lembrarmos dos sorrisos de outras maçãs vermelhas tom de maçã. O céu será ele e a macieira seremos nós. A macieira comanda a vida. Ela existe. Nunca estaremos sós.


Sopas & Stick Boy

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Energia Potencial


Estava aqui a pensar nas ciências aplicadas à vida. Pensei em física (sim a física de einstein e de outras mentes brilhantes, mortas, vivas ou ainda por nascer), e pensei na sua aplicação no dia-a-dia. Claro que não me veio nenhuma equação brilhante do tipo e=mc2 (é igual a éme cê ao quadrado), mesmo se viesse já teria sido descoberta...bolas!

Pensei em equações que damos para aí no 10º, energia potencial, que "grosso modo" é:

"Energia potencial (simbolizado por U ou Ep) é a forma de energia que se encontra em um determinado sistema e que pode ser utilizada a qualquer momento para realizar trabalho. A energia potencial é o nome dado a forma de energia quando está “armazenada”, isto é, que pode a qualquer momento manifestar-se. Por exemplo, sob a forma de movimento. A energia hidráulica e a energia nuclear, são exemplos de energia potencial, dado que consistem em “energias” que estão armazenadas."
Questão: Como aplicar tal conceito à vida?
Resposta (não terá de ser a correcta!): Por vezes, quando estamos mais em baixo por razão A ou B, não podemos desmotivar, a verdade é que podemos fazer tudo, criar tudo, gerar tudo... não quero que isto seja visto como uma "coisa divina", não somos Deuses mas a verdade é que a nossa vontade pode funcionar como uma explosão nuclear num sentido positivo, isto é, pode dar frutos. O mistério da vida, ou o que for, se calhar estará em descobrirmos o nosso catalizador, ou seja, o que despoleta a nossa vontade, ou então, como optimizar essa explosão nuclear, que será a nossa realização pessoal. Se calhar, pouco a pouco, se fomos aproveitando todos os bocados e mais alguns, poderemos chegar a esse pleno! E a energia potencial passará a ser energia cinética.

"Só o mistério nos faz viver."


Garcia Lorca

Imagem - Luc Viatour

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sem título


Acho que tinha coragem de o dizer!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Weird Week

Podemos tentar esquecer coisas, podemos tentar mudar as coisas, mas elas estarão sempre lá, e estaremos sempre a pensar nelas. São coisas da vida (frase cliché), não podemos "qualquer-coisá-las". É bastante complicado ultimamente ter facas de dois gumes na mão, não quero cortar ninguém, não quero ter de escolher, não quero estar dependente, não obrigado.
Foi uma semana estranha e, temos ainda de ter aquela esperança que as coisas podem mudar e ficar tudo bem. Mas eu sei que se me mexer mal, as consequências serão gigantes!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Condição Se

Se eu te pedisse para adivinhar onde estive hoje,
Tu adivinhavas.
Se eu te pedisse para adivinhar com quem estive hoje,
Adivinhavas que estive sozinho.
Se tu soubesses o que eu sinto por ti,
Tu não adivinhavas.

CLIP 003

Um rapaz.
Sai de casa, apanha o comboio, anda com segurança, sem medos, sem expectativas.
Sai na paragem A, apanha o metro com destino a B, sai em C.
Percorre as ruas da cidade Z, com a mesma segurança, as mesmas expectativas com que percorria a sua cidade.
Encontra conhecidos, mas naquela altura não são eles quem ele quer encontrar.
Chega ao sítio Y.
Pára.
Ouve vozes, risos, copos a bater em mesas.
Procura.
Pergunta-se a sim mesmo onde está a voz que o fez ir a Y, começou W e que o cativava de forma D.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

CLIP 002

Um rapaz e uma rapariga num banco de jardim.
Um cesto de verga, com uma toalha vermelha aos quadrados.
Não fazem nada, estão indiferentes à presença um do outro.
Observam o espaço.
Lentamente, numa escala crescente, jogam com o banco; saltam, fazem o pino, a roda, saltos, mortais, celebram.
Abraçam-se.
Param.
Do cesto ele tira uma flor.
Oferece.
Ela rejeita e vai-se embora; desaparece...
Vem outra rapariga.
Senta-se.
Não fazem nada, estão indiferentes à presença um do outro.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

CLIP 001

Dois colegas de trabalho: ela, a típica colega bonita, ele, bem...seria o típico falhado.
Seria...
Ambos partilham em hora de ponta um dos apoios do Metro.
Conversam animadamente sobre o trabalho, projectos futuros,...nota-se uma estranheza quando ela lhe toca.
"Próxima estação: Avenida", ecoa a voz no Metro.
Despedem-se com sorrisos e beijos, ele acaricia-a na cara duma forma bastante desajeitada.
Ela sai, ele não (não é a sua paragem).
Ela hesita.
Ela volta, beijam-se.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Nicola é que sabe!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Construção de Sombra


Hoje subimos a um sítio muito alto, em Sintra, podíamos ter feito outra coisa, mas decidimos subir aquele sítio muito alto, em busca do, como eu costumo chamar...preenchimento. Esse preenchimento, esse copo de bebida, consegue-se através das mais pequenas coisas como subir a um sítio muito alto.

Quando lá chegámos, vimos tudo, muito pequeno, muito menor, e fomos gigantes naqueles minutos.

E as nossas mãos assentadas na pedra, a nossa cabeça, o nosso corpo, construiram a sombra, naqueles minutos nós fomos a sombra que banhou Sintra.

Quando descemos, não cabíamos em nós...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Maratonas de estudo versus Poesia






Vem sentar-te ao pé de mim!

Se algum dia quiseres,

Saberás onde me encontrar

Naqueles bancos suburbanos onde tudo começou.




Vem sentar-te ao pé de mim!

Quando te sentares, viajaremos os dois

Um encostado ao outro

E ter-nos-emos sempre um ao outro.



Vem sentar-te ao pé de mim!

Tenho um lugar para ti, só para ti,

Está vazio.

E isto seria o cúmulo da revisão

O cúmulo da revisão seria um revisor a ser revistado! Com piadas (ou não) destas, se inicia este blog!