O electromagnetismo das nossas palavras, faz com que elas se possam propagar em qualquer meio, no vazio onde não há nada e tudo o que já houve morreu e também no meio "normal", onde o vazio pode vir a espreitar. Numa turbulência de letras e sons o que interessa, é o que fica, o que nos toca, mesmo assim será que nos toca? Seremos imortais que se desviam das palavras, ou seremos tão fortes que elas fazem ricochete em nós. Teríamos de fazer a nossa introspecção para responder a tal questão. Mesmo assim, quase de certeza, iríamo-nos afundar em outras questões, uma espécie de método científico aplicado à vida, com respostas para dar, problemas para responder, caminhos para seguir, ou não seguir, caso a hipótese não se verifique...até chegar ao dogma universal. São só questões? Estaremos vivos? É isto que nos faz viver, é isto que nos faz propagar, o electromagnetismo de nós próprios! O amor não nos chega.
terça-feira, 1 de abril de 2008
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