domingo, 22 de junho de 2008

ln(e^x) = x

De imaginários trigo-no-métricos a probabilidades infinitas e finitas (algumas até mesmo impossíveis) passando por muita outra matemática, passou uma despedida (um assunto para mais tarde, porque nunca é uma despedida, eu posso dizer isso! outros também o poderão dizer), passou uma peça, passou muita coisa. Enfim, chega então o grande dia, já deveria ter chegado à um ano atrás (enfim!); perdão, um dos grandes dias, decisivos, será amanhã. Assustadora a perspectiva, e ainda não chegou o terror, só amanhã de manhã. É esperar que tudo o que se fez mais intensivamente em 2/3 semanas tenha os seus resultados. E acima de tudo ter confiança, não há margem de erro, nem margem para desesperos. 

Vamos!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Með suð í eyrum við spilum endalaust
Sigur Rós

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O amor é não haver polícia

Sentimos no ar a melodia etérea. É a nossa música.
Cantamos e dançamos como se fosse a última vez, o
último olhar, o último toque, o último beijo.
Estás linda.
O teu vestido, da cor do vinho que enche os copos,
aquece o chão que pisas e relembra a razão. Todas as
razões.
Diz-lhe para parar aqui. Eu queria tanto parar aqui.
Os olhos param em ti e em mim, enquanto preenchemos o
espaço vazio, impossivel de preencher por alguém que
não nós. Não pedimos o fim, mas não nos importamos se
acabar assim.
Diz-lhe para parar aqui. Eu queria tanto parar aqui. O
mundo é grande e em todo o lado se vive. Diz-lhe para
parar aqui, vivemos em caixas de fósforos. Não
sopres.
Se as mãos pudessem dizer por mim.
Eu queria tanto parar aqui.

Pára.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Svef-g-englar

É assustadora, antes de começar já me bate o coração, e tudo treme. Não sei porque mexe assim tanto comigo, nem toda a gente a poderia ter feito ou escrito, mas porquê eles? Porque é que se cruzou no meu caminho? Não desapareceu. Perfeição musical associada à perfeição da recordação perfeita. Estaremos sempre todos juntos meus caros, será sempre um prazer, irão sempre fazer parte da minha vida, estou cheio, ainda vou estar cheio de vocês, ainda bem que os outros não percebem, sou um egoísta e lamento, não o vou partilhar com ninguém. Eu sou vocês, vocês têm-me a mim, nós temo-nos uns aos outros, neste dia ou naquele suposto dia em que todos nos despedimos, seremos unos. Não há mal, tudo em nós é bom, e isso é incrível, num mundo em que só há mal, nós temos bem. Cada toque, cada olhar, cada pessoa, foi/é/será especial, estaremos sempre ligados, temos muitos nomes: amores perfeitos, escudos,...

Svef-g-englar o que me diz é isto

Dói-me a cabeça e fiz pouco hoje

E verdade seja dita, fiz pouco durante umas alturas em que era preciso fazer muito. Mas hoje dói-me particularmente mais a cabeça que nos outros dias, turbilhão de "coisas"? Tanta coisa por dizer, tanta coisa que fiz (não as que queria!), tanta coisa para fazer, em suma, passado presente e futuro (não exactamente por esta ordem). Deixai-me mudar de música...adoro esta interactividade dos blogs, esta janela tão nossa e tão (im)pessoal (a tocar: sour times - portishead); não sei porquê esta música fascina-me. Voltando, não me arrependo das alturas em que fiz pouco, porque até fiz muita coisa, não estava é destinada a ser feita, inicialmente. E com disso vieram um sem fim de sentimentos, bons, maus, arriscados. Deito-me muitas vezes a pensar "arriscaste de mais", arrisquei? Sim, não,... bem em que é que ficamos? Sim, nunca arrisquei tanto e, acho que foi perigoso, there's no such thing like quem não arrisca não petisca. Espero que tenha morrido feliz, senhor dos ditados populares. Se tudo estava estável, ou poderia ficar para quê? Jogo perigoso com consequências grandes. Perdi, ganhei, voltei a perder; ainda não tenho bem consciência do que perdi, mas às vezes até me apercebo, não há nada que o compense, nem acho que alguma vez haverá, guardo sempre na memória o azul e o calor, uma espécie de Verão só meu, que só chegou uma vez. Um dia que nunca chegará, será uma espécie de reencontro. E surge anormalidade, difusão, translocação, ilusão, retracção, distracção e falta de localização; o que é que tu queres? O mestre disse que os ciclos se fecham, nem se chegou a completar, o fio de cristal partiu, "o espectáculo acabou", this one is for the good days... Perdi o centro, não tenho rota, todos os dias, eu, todos, lutam para o encontrar e "não há tempo", mestre há tempo! Há esperança, há vontade de sair, aqueles dias em que nos encontrávamos e chorávamos e dizíamos que sonhávamos e sonhávamos alto e, ainda sonhamos. O que é uma pessoa sem sonhos, objectivos, sem passos em falso, conversas eternas. Eu arrisquei.


Um beijo 

terça-feira, 27 de maio de 2008

Estará em falta?


É urgente o amor!

sábado, 3 de maio de 2008

Los amantes del círculo polar


Não é uma história bonita, a história de Otto piloto e Ana, ambos os nomes são capicúa. A capicúa dá sorte no nome, e noutras coisas, mas nesta história, a de Otto piloto e Ana, isso não existe. São causalidades, a causalidade da vida (será?)... "? Porque te llamas Otto?" "O meu avô salvou um piloto da segunda guerra mundial...".

Fim: Otto nos olhos de Ana