Cada vez mais lhe tremem as mãos. Ele não pode parar, tem muito mais que fazer, muito mais para resolver, mas mesmo assim, as mãos não param de tremer. Passa o dia a viajar com um só objectivo, de o concretizar, quando lá chegar, mas não pára de pensar no como, se as suas mãos lhe tremem. Organiza uma grande parte dele e de todos, quando chega a casa, organiza o dobro, preocupa-se o triplo, e cansa-se o somatório das duas. Tem vontade, mas tem de reabastecer! Onde é que está a frieza? Perdeu-a com os tremores. Acima de tudo não se deixa de importar, não consegue, não porque é igual, mas sim porque é diferente; acima de tudo tenta, mas não sabe se deve continuar a tentar. Não sabe o que achar, se é desilusão, se sempre foi assim, se é crescimento, e se for crescimento, se é bom ou mau (mas o que interessa é que o facto de ser crescimento, pressupõe que se consegue aprender, mais cedo ou mais tarde). Acha que se deve importar, mas não deveria ser assim, porque não recíproco, já tentou várias vezes; várias vezes não resultou. Será que foi porque as mãos lhe tremiam?
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
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