domingo, 23 de setembro de 2012

Está a trovejar

Estou a olhar para esta página em branco. O que penso é que é estranho estar de volta e, ao mesmo tempo vejo que isto está tão diferente. Acho que parte da minha vida acompanhou as mudanças do blogspot. Não abria este blog desde Dezembro creio eu e é estranho estar a ler coisas que escrevi há muito tempo. Nem tenho a mesmo fluência escrita que tinha na altura, não tenho os mesmo sentimentos, sinto que há parte de mim que ficou órfã da pessoa que escreveu isso; no entanto, estes rascunhos cibernéticos definem-me (em parte).
As últimas semanas têm sido duras, mais duras que os últimos meses. Depositamos tanta fé nas relações humanas que quando não correm como nós fantasio-idealizamos, caímos num poço estranho e escuro. Todos caímos no mesmo poço e ainda vamos cair mais vezes, mas a vantagem de cair várias vezes, é que sabemos como nos levantar e aprendemos novas maneiras de nos levantar. E o trajecto de ida e volta é sempre uma aprendizagem. Esta fossa dramática é uma merda. Andamos a vida inteira a construir um castelo à nossa volta, para que entre um (pré-?)determinado número de pessoas. Será que sou só eu que acho que o amor pode, e digo pode a medo porque acho verdadeiramente que é, a força motriz das nossas vidas? E será que um amor pode ser tão grande e tão forte que nos deixará embriagado? Será que um dia esse sentimento vai voltar? Está a chover.

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